
31 de mai. de 2008
Aprender

30 de mai. de 2008
Dona de mim

Hoje sinto-me talvez mais dona de mim
Triunfei, não desesperei
Alcancei ventos e tempestades
De sorriso no rosto
Olhar cansado e terno
O pranto deixou meu rosto
O sol me ilumina
Me sinto mais eu
Em busca de outros caminhos
Percorro a rua colorida
Vejo rostos cansados
Rostos tristes e desesperados
Dou-lhes uma palavra de esperança
Digo-lhes que também já sofri
Já lutei e já perdi
Mas também já lutei e venci
28 de mai. de 2008
Não

Vou falar um tema muito delicado que me toca profundamente e pelo qual tenho um enorme respeito.A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR.
Sou uma mulher com 42 anos mãe de três filhos que eu adoro,que não teve medo nem vergonha de denunciar, participar às autoridades competentes, pedir ajuda, tive a coragem de falar de dizer chega, a um ser desprezível sem escrúpulos, que descarregava suas frustrações, desilusões, sobre aqueles que devia proteger e amar. Disse não a uma vida de medo, maus tratos. Por isso recomecei uma nova vida com meus filhos.
Falo abertamente do assunto, não deixei que me tornasse amarga ou com rancor, ultrapassei e consegui a estabilidade para mim e meus filhos. Nem penso que as pessoas são todas iguais, deixei o passado no lugar onde pertence.
Agradeço à APAV pelo apoio e carinho, é de louvar o trabalho desta associação.
27 de mai. de 2008
Recomeçar

26 de mai. de 2008
Momentos

Acordar era “mais um dia”
Comer por “obrigação”
Trabalhar não “ queria ”
Vestir uma “roupa qualquer”
Limpar para quê “vão sujar”
Objectivos não “tinha”
Amigos nem ”um”
Falar só com as “paredes”
Interesses “nenhum”
Sair não tinha “vontade”
Vontade deixou de “existir”
Sonhar era tudo "ilusão"
Viver só por “viver”
Mas estou viva
Com vontade de tudo
De acordar, comer, vestir
Sair, limpar, trabalhar
Falar com amigos, sonhar
Tantos objectivos por realizar
Tantos sonhos para concretizar
Viver porque eu existo
24 de mai. de 2008
Perdida

Procuro e não me encontro
No azul do mar na imensidão do céu
Na luz do sol, na lua, nas estrelas
Sinto-me no meio de um deserto
De dia um sol abrasador, queimando
Sufocando, secando meu rosto
À noite o vento gelado e frio
Congelando meu corpo
Sem orientação do norte ou sul
Completamente perdida
Procuro e não me encontro
23 de mai. de 2008
Menina

Menina rebelde
De cabelo ao vento, sorriso maroto
Correndo, pulando, brincando
Onde tudo era inocente
Com tantas esperanças
De sonhos cor-de-rosa
Cresceu e perdeu a inocência
Vieram as decepções, preocupações
Frustrações, sofrimento
Agora só resta a saudade
Daquela “menina rebelde”