
Para alguns que me seguem desde o princípio, sabem que eu fui, no meio de tantas outras por este mundo fora, vítima de violência doméstica e mais tarde de ameaças, fui uma “sobrevivente”.
Todos estes acontecimentos levaram a uma participação na PSP. Não pedi nem exigi nada a não ser uma medida de coação, para não se aproximar, o qual me foi negada, apenas ficando o “dito cujo” com termo e residência, o processo é enviado para o DIAP, onde eu e o meu filho de 17 anos, tivemos que prestar declarações, depois de analisado o processo segue para o Ministério Publico.
Sendo eu a lesada é o Ministério Público que neste caso e havendo matéria suficiente, apresenta a acusação em Tribunal. Meu filho que sempre assistiu a tudo e eu somos notificados como testemunhas, confirmando os acontecimentos e actos praticados, foram momentos difíceis e muito angustiantes.
Ontem foi lida a sentença, como testemunha não fui notificada a estar presente, podia ter ido assistir, mas entendi que minha presença iria ser vista como uma “provocação” e trazer reacções das quais não me queria sujeitar.
Dois anos e meio de pena suspensa e o pagamento de 1.500 euros, fui a sentença aplicada ao “dito cujo”, pelos maus-tratos físicos e psicológicos, do qual ainda pode recorrer em trinta dias.
Será que terminou aqui?
Será que se fez justiça?